quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Morcego ave e gafanhoto réptil? Moisés errou?

E, das aves, estas abominareis; não se comerão, serão abominação: a águia, e o quebrantosso, e o xofrango, E o milhano, e o abutre, segundo a sua espécie, Todo o corvo, segundo a sua espécie, E o avestruz, e o mocho, e o cuco, e o gavião, segundo a sua espécie, E o bufo, e o corvo marinho, e a coruja, E a gralha, e o cisne, e o pelicano, E a cegonha, e a garça, segundo a sua espécie, e a poupa, e o morcego. Todo o réptil que voa, que anda sobre quatro pés, será para vós uma abominação. Mas isto comereis, de todo o réptil que voa, que anda sobre quatro pés; o que tiver pernas sobre os seus pés, para saltar com elas sobre a terra. Deles comereis estes: o gafanhoto, segundo a sua espécie, e o solham, segundo a sua espécie, e o hargol, segundo a sua espécie, e o hagab, segundo a sua espécie. E todo o réptil que voa, que tem quatro pés, será para vós uma abominação. Lv 11:13-23

Muitos opositores da Bíblia apontam esse trecho como prova da não inspiração pelo "erro" científico. Como explicar Moisés descrevedo morcegos ( mamíferos) como aves e gafanhotos como répteis?
Alguns dizem que é erro de tradução.
Não é bem um erro de tradução .
Na verdade a palavra traduzida por "ave" em hebraico üph (עוף) também significa "voar". Já a palavra traduzida como "réptil" no versículo 21 "sheretz" (שרץ) significa mais precisamente "animal que enxameia" ou "pequeno animal" , nesse caso a tradução está errada pelo sentido que damos hoje à palavra "réptil".
Talvez no tempo de Almeida essa palavra significasse outra coisa. Ela vem do latim "reptare" que significa "rastejar", talvez para Almeida qualquer animal que "rastejasse" fosse um réptil. Assim não é erro de tradução, mas falta de atualização da versão.
A classificação moderna é arbitrária, ou seja, não constitui de fato uma descrição amplamente aceita no tempo, mas é uma convenção científica moderna.
Antes do advento da ciência moderna as formas de classificação obedeciam a outros modelos, estranho seria se Moisés utilizasse a descrição moderna, aliás, descrição que agora vem perdendo campo entre os especialistas. O principal critério de classificação tem sido o anatômico, se classifica os animais por forma física, dentre outras coisas. Entretanto alguns animais estão recebendo nova classificação em função da carga genética, dessa forma é possivel que daqui a algum tempo as classes sejam diferentes do que são hoje, não muito, mas um pouco.
Moisés classifica os animais de forma correta para seu tempo, algumas vezes utilizando critérios populares (como classificar a lebre como ruminante em Levítico 11:06). Esses critérios não visavam um catalogação científica dos animais, mas apenas criar regras que possibilitassem a diferenciação religiosa deles em animais puros e impuros.
Assim é totalmente lógico que a Lei classifique morcegos como aves e não seria estranho que golfinhos fossem chamados peixes, isso não é um erro, mas uma forma de classificação diferente.

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