terça-feira, 4 de setembro de 2007

Cristoincidências Bíblicas II


Eu pretendo continuar com esse estudo não para excitar a curiosidade, mas para fortalecer a fé daqueles que como eu acreditam na Inspiração Plenária das Escrituras.

Essa inspiração é demonstrada de muitas formas, uma delas é a unidade de conteúdo e “tridimensionalidade do texto”, repito aqui o eu disse antes no primeiro estudo dessa série:

“Minha intenção ao abrir este tópico é compartilhar alguns tesouros bíblicos e claro aprender também. Algumas pessoas têm dito, com razão, que precisávamos ter mais conteúdo edificante. Essa é uma tentativa de oferecer esse conteúdo. Muitas vezes lemos a Bíblia de forma linear, começamos no Gênesis e terminamos no Apocalipse. A Bíblia tem uma face linear, mas ela, como reflexo da mente de Deus, não é linear, existe uma tridimensionalidade maravilhosa, algo que em lingüística chamamos” intertextualidade “. Essa intertextualidade é uma das provas da inspiração do texto bíblico. Trechos separados no tempo e no espaço se completam e se explicam, os autores humanos são diferentes e isso não poderia ser explicado se não houvesse um autor divino por trás delas. Alguns vão encarar isso como mera curiosidade, para outros vai fazer um enorme sentido, não importa o que pensamos disso, o fato é que existem e existem por alguma razão, elas são a assinatura de Deus, seu selo de Autenticidade”.



Jesus e Barrabás

Novamente encontramos um caso de “dissimilaridade” ou “tipologia inversa” na narração da rejeição de Jesus por Israel. A história é muito conhecida, podemos dizer que não há segredos ali. Será?

Será que não existe algo mais no fato de Jesus ter sido condenado sendo inocente e um criminoso ter sido libertado quando sobejavam provas de sua culpa?

Em Mateus 27:16 encontramos pela primeira vez este personagem: “E tinham, então, um preso bem conhecido, chamado Barrabás”.
Barrabás significa em aramaico “Filho de um pai”. Esse “pai” não implicava necessariamente um parentesco sanguíneo, um mestre (Rabi) ou alguém famoso podia ser chamado assim. De qualquer forma isso implica em algum tipo de identificação.

Orígenes afirmou que o primeiro nome de Barrabás era Jesus, um nome muito comum naquela época. Alguns dizem que essa identificação pode ter sido apenas um erro de cópia em algum manuscrito. De qualquer maneira o texto de Mt 27:17 parece fortalecer o argumento a favor do nome: “Portanto, estando eles reunidos, disse-lhes Pilatos: Qual quereis que vos solte? Barrabás ou Jesus, chamado Cristo?”. O fato de Pilatos ter dito “Jesus, chamado Cristo” parece indicar que poderia haver confusão nos nomes, se não fosse assim ele poderia ter dito apenas “Jesus”. Mas isso é apenas uma hipótese.

Vejam que enquanto Jesus é filho do Pai, e quando dizemos “Pai” sabemos muito bem a quem estamos nos referindo, Barrabás era filho de “um pai”. Isso não pode ser mero acaso, aliás, acaso não existe. Usamos a palavra “acaso” para designar eventos dos quais não conhecemos os mecanismos. Se conhecêssemos não seria mais acaso.

Jesus como filho de Deus tem Ele próprio a natureza de seu Pai. Analisando o pouco que sabemos de Barrabás poderemos inferir quem seria seu pai.

“E havia um chamado Barrabás, que, preso com outros amotinadores, tinha num motim cometido uma morte”. Marcos 15:7

Barrabás era um “amotinado” e “Homicida”.

“Barrabás fora lançado na prisão por causa de uma sedição feita na cidade e de um homicídio”. Lucas 23:19


“Então, todos voltaram a gritar, dizendo: Este não, mas Barrabás! E Barrabás era um salteador” João 18:40.

Em João sabemos que ele também era um “salteador”.

Provavelmente Barrabás pertencia à seita dos sicários que eram terroristas judeus inimigos dos romanos. O método desses terroristas era misturar-se à multidão e apunhalar seus inimigos sem serem notados, coisa que Barrabás não deve ter conseguido, pois acabou preso. Ora, ele buscava pela força a libertação de Israel e a imposição de um reino terreno!

Que outro personagem possuía essas características de Barrabás? Vejam o que Jesus disse certa ocasião:

Vós tendes por pai ao diabo e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele foi homicida desde o princípio e não se firmou na verdade, porque não há verdade nele; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio, porque é mentiroso e pai da mentira”João 8:44

Satanás foi “Homicida” desde o começo. Espere, ainda tem mais:

O ladrão não vem senão a roubar, a matar e a destruir; eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância”. João 10:10

Embora o texto diga “o ladrão” sem nomeá-lo, tradicionalmente este texto tem sido aceito como uma referência a Satanás (em oposição ao “Bom Pastor”).

Finalmente Satanás simboliza rebelião, ele mesmo é um rebelde que se levantou contra o Altíssimo:

“E houve batalha no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão; e batalhavam o dragão e os seus anjos, (...)” Apocalipse 12: 7.


Jesus veio para dar vida, Barrabás era homicida. Jesus guarda, Barrabás rouba. O reino de Jesus não é deste mundo, o de Barrabás é. Jesus é filho do Pai Celeste, Barrabás é filho de um pai não nomeado. Se os dois chamavam se “Jesus” (salvação), Barrabás era uma salvação diferente vinda do deus deste mundo. Barrabás era culpado e foi libertado, Jesus foi condenado mesmo sendo inocente.

O povo rejeitou Jesus e aceitou Barrabás. Pilatos soltou Barrabás para agradar o povo, Pilatos condenou Jesus para agradar o povo.

Barrabás se tornou um “antítipo” do Anticristo. O prefixo grego “Anti” significa “contra”, mas também significa “aquele que se coloca em lugar de”, nesse caso Barrabás tomou o lugar de Jesus e Jesus foi condenado em lugar de Barrabás!

Então, Pilatos, querendo satisfazer a multidão, soltou-lhes Barrabás, e, açoitado Jesus, o entregou para que fosse crucificado”. Marcos 15:15

Um comentário:

Valmir Nascimento Milomem disse...

Isaias,

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Valmir, editor - UBE.

Shalom!

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